GRANDE VERÍSSIMO

2015-03-25 16.35.08

Li “O Tempo e o Vento” aos 12 anos. Tive a grande sorte de apreciar autores brasileiros desde o início.
Se Monteiro Lobato me ensinara a não largar mais os livros, Érico Veríssimo foi um choque. Como alguém podia falar de vida real como se fosse ficção com tanto talento? Fiquei completamente apaixonada por aquele senhor careca. E perplexa.
Imaginava Érico como o capitão Rodrigo Cambará e só vi uma fotografia sua depois que li avidamente os três volumes. Aquela imagem circunspecta não combinava com o humor tão sutil quanto poderoso que ele trançava numa trama tão densa. Ainda hoje me pego imaginando Érico como um cavalheiro destemido, com a sensibilidade criativa tão apurada que derrama personagens incríveis como o Eugênio do belíssimo “Olhai os Lírios do Campo”.
Imagino ainda Érico como realmente é.