PARA 2017

Monica T Maia

 

Para o Natal, as energias do perdão.

De qualquer tipo de perdão, para qualquer tipo de ofensa.

Vamos embrulhar, com fitas muito coloridas, todas as histórias que feriram os nossos corações:

Ou porque eram nossas histórias, ou porque passaram na TV.

Envolvendo-as com lindos papéis, todo o peso ruim se esvairá.

 

Para o Natal, as energias do amor.

De qualquer tipo de amor, para qualquer tipo de pessoa.

Com o coração leve, somos livres para descobrir o que é o Amor realmente.

Para viver, sonhar, imaginar, criar.

Novos amores, novas histórias, novas felicidades.

Para o Ano Novo, as energias do desapego.

De qualquer tipo de coisa, de qualquer tipo de gente.

Vamos limpar, com panos muito luminosos, todas as teias que mumificaram os nossos quereres:

Ou porque queriam ser nossas histórias, ou porque passariam a ser mais nada.

Emergindo-as com sabonete perfumado, tudo, até o diáfano, se dissolverá.

Para 2017, as energias da esperança.

De uma esperança grandiosa, como você nunca sentiu antes.

Mesmo que venha qualquer guerra,

Você a dissolverá no seu lago de vontades poderosas.

Porque você imagina, nesse precioso instante, as energias da paz para o Ano Novo.

De qualquer tipo de paz, para qualquer tipo de crise.

Com o espírito solto,

Somos capazes de descobrir a nós mesmos.

E de voar. Sem medo.

Com toda a gratidão.

Até no mar.

2017_mariana-maia-galindo_monica-t-maiaMariana Maia Galindo

AS MUITAS BELEZAS DE NÓS

Monica T Maia - azul turquesa

Todas as fotos: YURI BORBA

Monica T Maia

A beleza é o que há de mais poderoso no Cosmo.
É o milimétrico caminho das formigas no armazenar de folhinhas para o inverno.
É o nosso coração brilhando de amor aos seres e a nós mesmos.

A beleza é a imensidão dos universos criados.

Todos nós criamos belezas diariamente. Mesmo nos dias mais escuros. Mesmo naqueles momentos em que a tolerância se esgota e foge, mesmo assim ali ficam gotas do perdão que virá depois.

Monica T Maia - amanhecer amarelo

Somos humanos e capazes de ações cruéis e egoístas; somos humanos e capazes de ações acolhedoras e coletivas. Cotidianamente, alternamos isso, dependendo do que nos acontece e de como reagimos. Muitas vezes, ainda reagimos da pior maneira.

Somos aprendizes: nossa capacidade de amar verdadeiramente está sendo construída ainda.

Um site que nos faz querer construir somente a beleza é o do fotógrafo Yuri Borba, PELOS CAMINHOS DA LUZ.

“Quem faz o dia bonito é você…”, estampa ele em imagens incrivelmente sensíveis, fazendo-nos querer (sim!) melhorar a cada dia.

Monica T Maia - azul com garças

Em https://peloscaminhosdaluz.wordpress.com/2015/11/04/dias-nublados/ Yuri usa sua arte para captar o mais belo, entre os vários dias nublados que tomaram o Rio de Janeiro. Apreciem o amanhecer para o qual ele nos transporta…

Afff, qualquer vontade de não viver diante da claridade solar se esvai. As belezas que Yuri nos traz resgata aquela quentura no cardíaco que, verde clara, nos faz entender e só ter o desejo de abraçar o que há de mais luminoso em nós e nas outras pessoas.

Dá vontade de subir num barco e, livres, singrar mares que desconhecemos, mas que nos conhecem de eras remotas…

Monica T Maia - pedra azul

De muitas águas vem a beleza.

A beleza é sentirmo-nos protegidos e com uma enorme capacidade de proteger.

A beleza é sentirmo-nos com a cabeça deitada no colo de alguém que nos recebe com todo o carinho. É a mesma beleza com que entregamos o nosso colo.

A beleza é a variação de cores dos alimentos que ingerimos e nos fortalecem.

A beleza é, invariavelmente, a que nos faz ser belos como sempre fomos.

Sim Yuri, há vários amanheceres para enxergarmos: PELOS CAMINHOS DA LUZ.

Monica T Maia - grade no amanhecer

Esquecemos isso. Algumas vezes, preferimos ver imagens de dor, de solidão, do cinza e do entulho.

Esquecemos de nós mesmos, do azul turquesa e da beleza.

Aquela beleza que nos fez e que, se quisermos, nos fará a cada minuto.

É só saber apreciá-la.

Monica T Maia - praia amarela

DO MICRO AO MACRO DE NÓS

De uma bela casa, uma linda vista.
De um lindo planeta, uma fantástica visão.

Visão da Casa

O inimaginável começa diante de nós, no microcosmo que somos nós mesmos.
Daí as percepções vão se expandindo e, no alongar do tempo, o macrocosmo se revela.

Visão da praia

No Universo da matéria, as mais incríveis paisagens são, realmente, as nebulosas, Tiago Somogy Boú-Rizk (https://cosmosetudomais.wordpress.com/2015/12/02/a-arte-da-poeria-estelar/).
Elas têm todas as cores, todas as formas, todos os conteúdos.

Sim, as nebulosas desenham diante da imensidão e do esplendor de bilhões e bilhões de galáxias o que conseguimos ver: a infinitude e a pequenez.

Nebulosa Jolie

Somos minúsculos. Somos minúsculos quando não enxergamos as outras pessoas.

Não enxergamos o seu contorno físico, não enxergamos suas almas.
Elas passam e, imprevidentes, não compreendemos que um grande amigo foi embora sem que o conhecêssemos. Não compreendemos que aquela pessoa, se o nosso caminho cruzou, nem que por alguns segundos, trazia alguma experiência que nos enriqueceria.
Não conseguimos compreender, muitas vezes, nem quando a pessoa atravessa meses por nós.

Somos tão pequenos que não conseguimos nem enxergar os nossos verdadeiros corações.

Visão geral

Somos infinitos.
Todas as nossas experiências, somadas, se encadeiam, alcançando o espaço sideral, entrando na corrente de várias densidades de matéria, de várias frequências, de várias dimensões.

Onde podemos parar? Se nossos prótons, elétrons e nêutrons saltam, ininterruptamente?

Como podemos medir a nossa capacidade de amar se somos infinitos?

Praia Outro Lado

Adoramos pôr limites. Adoramos nos agarrar ao medo achando que ‘não podemos’ ou ‘não conseguimos’ ou ‘não temos capacidade’ ou ‘não, não e não…’

Praia brilhante

Não olhamos para as nebulosas.
99% das vezes, simplesmente, não olhamos para o horizonte que tem brilho e esperança, não conseguimos mergulhar os pés na areia branca, não olhamos nem para o céu que é o que há de maior à nossa volta…

Nebulosa Olho

Só conseguimos aprisionar a nós mesmos.
E bastava encostar a extremidade energética do pé na ponta da menor das nebulosas.