O ORGULHO DE SER BRASIL

Monica T Maia

Gostaria imensamente, Brasil, que, enfim, você se rendesse.

A você mesmo.

Esse mulato, negro, pardo, branco, índio, amarelo, de qualquer cor.

Ao Brasil que não é inzoneiro, afetado, mexeriqueiro.

Gostaria imensamente, Brasil, que você assumisse quem realmente é.

Umas das nações mais ricas e belas do planeta.

Gostaria imensamente, Brasil, que você deixasse de ter vergonha de si mesmo!

Gostaria imensamente, querido Brasil, que você se olhasse no espelho com olhos de ver.

Que, sim, enxergasse que têm problemas como a maioria dos países do mundo.

E, sim, parasse com essa mania de se menosprezar, de se diminuir, de espalhar aos quatro ventos que não tem jeito!

Sabe Brasil, tem mendigo no Central Park, tem desempregado em Londres, tem miséria absoluta na Índia, na Albânia, no Azerbaijão. Têm guerras pavorosas em vários cantos do globo.

Mas essas notícias não se multiplicam por aí.

Claro que não! Os povos dos outros países têm orgulho de terem nascido onde nasceram!

E tentam resolver isso dentro de casa.

Para o planeta fazem a propaganda do que têm de melhor.

E assim atraem o melhor.

Gostaria imensamente, Brasil, que você arrancasse a máscara de vez!

E se assumisse! E abusasse do seu talento, da sua alegria, da sua determinação, da sua capacidade de transformação!

A lindíssima, étnica e multicultural festa das Olimpíadas Rio 2016 foi um show!

Por duas semanas, um exemplo para a Terra inteira do contato de uma Nação com a sua origem real.

Uma Nação que promove sementes do amanhã.

Uma Nação que dá exemplos diários de pacifismo!

Que outro povo assiste tantos descalabros na administração pública?

Ah Brasil, você andava muito perdido.

Autoflagelando-se.

Sentindo-se diminuído ou vítima.

Com a autoestima lá no pé…

Deixa disso!

Devemos ter orgulho de nós!

Somos criativos, sérios, sensacionais!

Somos todos os povos num povo só.

Todos, vamos dar as mãos e, unidos, enfim, fazer dessa a grande Nação que é.

Bandeira-do-brasil

O MUNDO MARAVILHOSO QUE CONSTRUÍMOS

Monica T Maia

 

Os sábios de todos os tempos sempre disseram que temos o mundo que construímos.

O mundo que construímos com nossas mentes: Leadbeater e Blavatsky rememoraram, no século XIX, um conhecimento que já era aplicado pelos antigos egípcios avançados, o das “formas-pensamento”.

Tudo o que pensamos se transforma em realidade.

Se pensamos que o Brasil não vai dar certo, ele acabará não dando certo mesmo. Se pensamos que não conseguiremos um namorado ou uma namorada bacana, não conseguiremos um par bacana nunca. Se pensamos que não vamos progredir no trabalho, não vamos progredir no trabalho em instante algum.

Todos os nossos pensamentos se solidificam, de acordo com a sabedoria milenar. Nossos pensamentos se engessam e não deixam-nos progredir.

Ainda bem que o Cara lá de cima tem “caras” espalhados por todas as áreas do Conhecimento.

Muitos nas Artes.

Com a palavra e os sons, Louis Amstrong:

DESEJOS DE FUTURO DE TODOS NÓS (3ª história: “O filho”)

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“Qual é a mãe que quer que o filho saia de perto de si?” Essa indagação foi a mais difícil de vivenciar desde que nasci. Quando a vi no belo blog de Sílvia Souza (http://reflexoeseangustias.com) toda a memória recente de me separar do meu único filho veio à tona. Nossa, como nós, mães, somos egoístas! Sim, queremos as nossas crias assim, sempre grudadas, como se elas nos pertencessem. Tentamos controlá-las para que não partam, para que se apeguem a nós de uma forma indelével, doentia mesmo!

Temos a vã ilusão de que “se nasceu de nós é nosso”. E aí passamos a amá-los de forma torta. Pouca disciplina e muitos desejos satisfeitos, como se isso nos tornasse a pessoa “mais legal do mundo” e os fizesse querer ficar imantados a nós indefinidamente…

Devolvo a palavra à Sílvia (http://reflexoeseangustias.com/2015/12/08/2816/):

“Se eu o amo tanto, eu quero que ele ganhe o mundo, viaje, conheça, pesquise, encante-se, emocione-se, ria e chore, viva o que houver de vida para viver”.

Só que, até certo tempo, fiz exatamente o contrário. Fiquei puxando-o para junto de mim até a corda praticamente arrebentar. Foi extremamente doloroso para ele e para mim. Sempre fomos parceiros, mesmo nos momentos em que nos desentendíamos. Ficar longe fisicamente, para mim, doeu no mais fundo da alma. Porque o amo profundamente, muito mais do que tudo. Mas, também, porque significava perder o controle.

Hoje moramos em cidades diferentes. O amor que sinto só aumenta, a cada segundo do dia. Só que o homem que ele se tornou na minha ausência deixa-me encantada quando nos encontramos. Ou quando falamos pelo telefone ou pelo computador ou energeticamente.

Meu lindo filho cresceu e está vivendo do jeito que acha melhor. E ninguém melhor do que ele para fazer suas próprias escolhas e traçar o seu destino. Tudo está em suas mãos. Como disse Sílvia, eu estarei aqui, sempre, todas as vezes que ele precisar, imaginar, sonhar. Meu apoio é incondicional. Meu amor atravessa todos os universos.

Ele me ensina, a cada dia, a amar mais as pessoas que cruzam o meu caminho. Por toda a vida ou por segundos.

Ele me ensina a perder preconceitos, a perdoar, a encostar a cabeça no ombro com delicadeza.

Ele começou a me ensinar isso no dia de seu nascimento. Ali tornei-me outra pessoa. E, cotidianamente, vou tornando-me outra pessoa, aprendendo que a maior companhia do amor é a liberdade de si mesmo.

Meu filho ensina-me que o futuro vai sendo construído. Com pedaços de mal-entendidos, com pedaços de flores, de brisas, de açúcar.

O seu futuro, o meu futuro. Qualquer futuro é de cada um de nós e dos amores – gigantescos – que sentimos.