“VEIAS TOCADAS DO TEMPO” na Amazon

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Meu primeiro romance acabou de ser publicado pela Amazon.

A busca de si mesmo, de grandes amores e de uma Terra sem fronteiras. É uma história que envolve a morte brutal de um filho, um hospital que exalta a vida com conhecimentos milenares e a organização internacional Free Borders derrubando muros entre países. Tira o fôlego, diverte, faz pensar, vai em busca de um futuro que já está acontecendo.

Muita gratidão a quem ler essas palavras e tiver a curiosidade de ler o livro. Será muito bem-vindo! Trocar experiências através das letras é maravilhoso!

Quem gostar e puder divulgar nas redes sociais agradeço ainda mais!

Este é o link para adquirir o livro. Fique à vontade:

https://www.amazon.com.br/dp/B01N68PK7E/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1480103101

 

 

POEMA DE CURA

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Tenho ficado no hospital pelo menos 12 horas por dia. Lá tenho descoberto que, tanto a água como a luz, têm que ser ministradas com a doçura do tempo para levar alegria aos pacientes.

47 dias depois desse aprendizado, reencadeio essas palavras que foram inspiradas por CTIs:

“Desejo a você que todos os passarinhos de belo canto produzam uma orquestra plácida e melodiosa à sua volta.
Desejo a você que todas as folhas verdes e tenras balancem ao ritmo dessa maravilhosa música encantando seus ouvidos.
Desejo a você que o belíssimo jardim que se forma onde você está exalte cores e perfumes muito agradáveis à vista e ao olfato.
Desejo a você que o teto se abra e o céu apareça luminoso com as nuvens desenhando bichos engraçados.
Desejo a você que os sorrisos se multipliquem bem próximos. Sorrisos de açúcar, de acalanto, de devaneios.
Desejo a você energias vivificadoras dos corações que a amam chegando como um arco-íris de tranquilidade.
Desejo a você o dia, o brilho das estrelas, o resplandecer do Sol, os raios da Lua.
Desejo a você tudo o que você desejar, mesmo que você não esteja pensando nesse desejo agora.
Apenas deseje. E virá nas asas de um rouxinol.”

PODEROSA TERAPIA COM LINDAS PALAVRAS DE ‘TODA A GENTE’

Essa expressão lusitana é perfeita para definir “Rosa do Mundo – 2001 Poemas Para o Futuro”. O livro de 2 mil páginas traz 2001 poemas de autores de todo o planeta, desde os que viveram em civilizações remotas até os nascidos em 1945. E por quê conversar sobre ele 14 anos depois de seu lançamento? Porque é como se fosse inédito. É monumental, mas é pouquíssimo conhecido.

No primeiro post deste Blog falei sobre o ‘herói dos editores’, Manuel Hermínio Monteiro. Ele comandava a lisboeta Editora Assírio & Alvim e ganhava dinheiro publicando o que há de melhor na Literatura. Hermínio, como o chamávamos, conseguiu a façanha de publicar o maior compêndio mundial de poesia uns meses antes de virar uma estrela. Deixou-nos uma herança fantástica.

“Rosa do Mundo” é a poesia contando a história do mundo. Vocês conhecem o Mito da Criação do milenar grupo pastoral Fulani que habita o oeste da África? Nos tempos em que esse poema foi feito nem existiam fronteiras naquele continente. É o primeiro do livro: “No princípio existia uma enorme gota de leite./ Então chegou Doondari e criou a pedra./ A pedra criou o ferro;/E o ferro criou o fogo;/E o fogo criou a água;/E a água criou o ar./…”

“Rosa do Mundo” é uma corrente de poemas que, magicamente encadeados, traz alívio às angústias, às tristezas… De alguma forma, explica como e porque viemos parar aqui no meio da imensidão do Universo.

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“Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração.” (Manuel Hermínio Monteiro)

GRANDE VERÍSSIMO

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Li “O Tempo e o Vento” aos 12 anos. Tive a grande sorte de apreciar autores brasileiros desde o início.
Se Monteiro Lobato me ensinara a não largar mais os livros, Érico Veríssimo foi um choque. Como alguém podia falar de vida real como se fosse ficção com tanto talento? Fiquei completamente apaixonada por aquele senhor careca. E perplexa.
Imaginava Érico como o capitão Rodrigo Cambará e só vi uma fotografia sua depois que li avidamente os três volumes. Aquela imagem circunspecta não combinava com o humor tão sutil quanto poderoso que ele trançava numa trama tão densa. Ainda hoje me pego imaginando Érico como um cavalheiro destemido, com a sensibilidade criativa tão apurada que derrama personagens incríveis como o Eugênio do belíssimo “Olhai os Lírios do Campo”.
Imagino ainda Érico como realmente é.

ESCRITORES DE CABECEIRA

livros de cabeceira

“…nossa estrela, evidentemente, é só uma numa enorme multidão”. Carl Sagan

Entrevistei algumas vezes o escritor José Saramago, Nobel de Literatura. Foram conversas maravilhosas. Conheci e/ou entrevistei outros escritores. Todos grandes. Como José Riço Direitinho, autor do belo “Breviário das Más Inclinações”, ou o espanhol Enrique Vila-Matas.
Li meu primeiro livro aos 5 anos. Aos 7, já engolira toda a coleção de Monteiro Lobato. Foi onde aprendi sobre a democracia ateniense de Péricles. Daí seguiram “Capitão Tormenta”, “Aventuras de Tom Sawyer”, todos os Júlio Verne. Li Faulkner e Hemingway aos 14, Sartre e Simone de Beauvoir aos 16 quando ingressei na primeira faculdade. Marx aos 17, Victor Hugo aos 18, Gabriel García Márquez aos 19 e aí tudo ficou muito diferente. “Os Miseráveis” e “Cem Anos de Solidão” são tão incríveis que continuam sendo as minhas histórias preferidas. Como se a realidade fosse tão irreal que só dá para ser descrita pela ficção.
Agora, ando lendo Einstein, Jung e Carl Sagan e tenho compreendido isso ainda melhor.

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