A ARTE DE ESCREVER UM LIVRO

Com premiações como “Yokohama World Children’s Art Exhibition”, a arquiteta e artista plástica Rossana Estrella, ilustradora do

Zuummm!… O Planeta Terra é Muito Distante Daqui…

convidou para Live hoje, 16/10, sexta, às 19h.

Vou adorar ver vocês lá! No Instagram @vestindoavental

UM DIA NA CASA DE CORA CORALINA

MONICA T MAIA

Há 35 anos a encantadora Cora Coralina partiu. Em agosto de 1989, estive em sua casa, na cidade chamada por seus habitantes de ‘Goiás Velho’, e escrevi uma matéria para o jornal “O Estado de São Paulo”:

A casa velha da ponte está nova. Quatro anos depois da morte da poetisa goiana Cora Coralina, na comemoração de seu aniversário, ficaram prontos os “reparos” que, sonhava ela, “ninguém mais faz”. A casa grande, da segunda metade do século XVIII, “mal repartida”, está branca, com portas e janelas verdes, ancorada nas margens do Rio Vermelho, recheada de lembranças e entranhada do espírito de Cora. Em seu quarto, reconstituído nos mínimos detalhes – até o vidro de esmalte vermelho repousa na mesinha de cabeceira – a emoção abate até quem não a conheceu. Seu espelho, seus xales, sua bolsa, baús, leque, óculos, até sua muleta: ela continua lá.

Foto de EDSON BEÚ/Divulgação.

Na sala, sua poltrona predileta projeta imagens da literata. Ali, ela escrevia, lia, dava entrevistas, trocava uma prosa. Jornais goianos e livros se espalham pela mesa ao lado, rodeando o copo d’água tampado por um pires que sempre acompanhava esses momentos.

O projeto de restauração é vivo. Faz voltar ao tempo da menina Ana Lins dos Guimarães Peixoto, “quando mãos escravas te levantaram em pedras, madeirame e barro”. E demandou um trabalho cuidadoso e apaixonado. Uma equipe de pelo menos 30 pessoas – da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), Fundação Nacional Pró-Memória e da Associação Casa de Cora Coralina – muitas nascidas na cidade goiana, reuniram-se numa prece paciente. Em 10 de junho de 1986, quando a obra foi iniciada, o madeiramento de todas as paredes de pau-a-pique estava deteriorado. E a herança humana e cultural de Cora dispersa nos becos de Goiás e em São Paulo.

“Nenhuma outra obra terá a mesma graça”, diz, com os olhos carregados de lágrimas, a arquiteta responsável Maria Cristina Portugal Ferreira. “Até as goteiras, e a casa estava cheia delas, a gente tinha constrangimento em tirar”, reconstitui. “Goteira para Cora era uma poesia”.

A mulher, a doceira, a poeta, estão delineadas. As fotos da velhinha quase centenária, às vezes alegre às vezes triste, por pouco não iludem. Evocam apressadamente uma pessoa doce e tímida. Durante os 22 anos que passou na cozinha, fazendo doces em calda e cristalizados para comprar a casa dos herdeiros, Cora Coralina foi ainda mais forte. No início da vida adulta já arriscara deixar “a luta obscura de todas as mulheres goianas” para ganhar mundo. Aos 67 anos, retorna a Goiás para tornar público o que o marido com quem fugiu da cidade, Cantídio Brêtas, a incentivava a fazer mas não permitia divulgar: a arte de costurar palavras.

Seus ‘sabões’ eram conhecidos por toda a vizinhança. Ela falava em alto e bom som, irritando-se de verdade quando um admirador longínquo dizia não conhecer os autores de sua terra. “Primeiro vá estudar sua história. Depois venha elogiar a dos outros”, prescrevia, com firmeza, Cora.

Uma casa de mulheres. Oito cercavam a pequena Ana. Mãe, avó, irmãs. Nas poesias, o carinho especial é para ‘Mãe Didi’: “Toda a melhor lembrança da minha puerícia distante está ligada a essa antiga escrava”. O casamento poderia ter lhe aberto as portas da literatura travadas pelos costumes da época. Mas ela teve que esperar muito mais. Sem arrependimento. “Moça nenhuma deve deixar de casar. Até marido ruim é bom”, cansava de dizer a Benedita Pereira dos Santos, sua companheira de afazeres domésticos nos últimos dez anos de vida.

A ‘Dita’, solteira até hoje, contratada pelo governo de Goiás para cuidar da Casa de Cora Coralina. Foi ela quem se horrorizou em 1975, ao acudir Cora estendida na calçada na Rua do Rosário, nº 20, coberta de sangue na perna que a obrigaria a assumir muletas. E foi quem a socorreu na madrugada de 9 de abril de 1985, quando sentia fortes dores. A poetisa despediu-se no dia seguinte, abençoadamente, de insuficiência respiratória, num hospital em Goiânia.

Quem tocou o sino – costume da antiga Vila Boa de Goiás: badaladas fortes, morte de homem; badaladas suaves, morte de mulher – foi um de seus inúmeros afilhados, Juvenal Júnior. A casa velha da ponte escapou de ser o local do velório. Foi na Igreja do Rosário, a 500 metros. Melhor assim, “Cora gostava da imagem da vida”, reafirma Dita. E a vida está lá.

No canto especial de Maria Grampinho – uma velha senhora que dormia nos fundos da casa desde que Cora era pequena e que morreu um mês depois dela – na bica d’água de aroeira puxada do porão, no extenso quintal de pés de mamão, jaboticaba, laranja. Só faltam as roseiras que tanto gostava e a horta que cuidava pessoalmente. “Ver a casa nova é um sonho, mas até os momentos ruins que passamos eu queria que voltassem, com ela”, idealiza Dita.

“ESSE ERA O ESPÍRITO DE CORA”

Os custos da restauração da Casa de Cora Coralina são difíceis de calcular. A obra atravessou a época do cruzeiro, o Plano Cruzado, o Plano Verão. As verbas federais foram de 89 milhões de cruzeiros em 1985, 18,3 milhões de cruzados de 1986 a 1988 e de NCz$ 28,8 mil em 1989. E foi reclamada antes pela poetisa, em 1983, quando pelo menos repararam o telhado.

A reforma completa só depois que o tempo não existia mais para ela. E muito empenho da Associação Casa de Cora Coralina, uma espécie de entidade dos amigos da escritora em Goiás, liderada pela professora de Letras, Marlene Gomes de Velasco. Filha de uma vizinha amiga de Cora, Maria Velasco. Todas as manhãs, ‘Marleninha’ tomava o café-da-manhã com a poetisa, lendo seus escritos com a incumbência de datilografá-los. Foi ela quem reuniu Paulo Sérgio, neto de Cora, e outros goianos para reerguer a casa.

A empresa mineira Conwap Engenharia e Comércio doou, na época, 100 milhões de cruzeiros. O Ministério da Cultura complementou com os 30 milhões de cruzeiros que faltavam para comprar a casa. Em 1986, a Prefeitura de Goiás passou a casa para a Associação. Um local perfeito para a professora Marleninha desenvolver sua tese, pela Universidade Federal de Goiás: “A poética da reminiscência. Estudos sobre Cora Coralina”. O trabalho está atrasado pelo corre-corre da reconfecção da casa. Uma obra, como nenhuma outra, permanentemente aberta aos visitantes. Quando o telhado estava sendo mais uma vez refeito, Dita chegou a atender alguns deles de guarda-chuva em punho, num dia de aguaceiro.

“Esse era o espírito de Cora”, rememora Marleninha. “Não gostava de nada parado”. A atual diretora da 8ª diretoria regional da Sphan, Vera Bosi de Oliveira, referenda que esse projeto foi o primeiro no qual conseguiram preservar tanto o patrimônio histórico (o sólido, a casa) como o patrimônio humano (a cultura, a vida). E os planos para a Casa de Cora Coralina são o de um efusivo e borbulhante centro cultural.

Goiás não tinha sala de exposição. A casa tem duas. Goiás não tinha cinema. Tem agora uma sala de vídeo. Da casa brotarão as tarefas do Centro de Referência da Literatura Goiana, que pretende acender o gosto pela leitura nos jovens da cidade.

Foi o Conjunto de Sopro da Casa de Cora Coralina que musicou o seu centenário, à meia-noite, pelas ruas de Goiás. A cidade ficou em festa, com recitais poéticos, congadas e um enorme bolo preparado e cortado pelos vizinhos. O conjunto de sopro retorna às origens da retreta, com o som da tuba. Seu regente, o médico Fernando Passos Cupertino de Barros, espera transformá-lo em breve numa verdadeira orquestra, com a aquisição de trompas, saxofones soprano e clarinetes. “Estamos tentando obter recursos”, incentiva.

Na casa será ministrado, a partir da próxima semana, o curso de guias-mirins. “Não temos quem mostre ao turista os becos da cidade histórica”, diz Marleninha. E, como não poderia deixar de ser, será criado um curso de formação de doceiras. Foi Cora quem introduziu os doces cristalizados em Goiás – só se fazia compotas – mas a doceira mais nova da cidade que conhece essas receitas, D. Dinha, já está com 80 anos.

“SEU VERSO É ÁGUA CORRENTE (…)”

A estante de Cora Coralina. Os livros que lia estão todos lá, no cômodo da frente, com sombras das mãos da poetisa. E resumem a qualidade e o equilíbrio da sua personalidade: há obras de clássicos brasileiros, latinos, de autores goianos, de guerras continentais, de história, poemas de Hilda Hist, exemplares da Bíblia e títulos do espírita Francisco Cândido Xavier.

Na mesma sala, está disposta a correspondência mais cara à Cora. Com outro poeta maior, Carlos Drummond de Andrade, a quem não chegou a conhecer pessoalmente. Drummond a descobriu em “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”, seu primeiro livro lançado em 1965, pela Editora José Olympio, para a qual fora vendedora de livros em São Paulo depois que o marido morreu. Tinha que sustentar quatro filhos. “Poemas dos Becos…” só parou nas mãos de Drummond em 1979, quando Cora foi homenageada no Rio de Janeiro pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil. Foi ele quem inaugurou a troca de cartas que se estenderia até sua morte.

“Não tendo o seu endereço, lanço estas palavras ao vento, na esperança de que ele as deposite em suas mãos…”, enviou para a velha Goiás. E Cora leu-a, emocionada: “Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto, seu verso é água corrente, seu lirismo tem a força e a delicadez das coisas naturais. Ah, você me dá saudades de Minas, tão irmã do seu Goiás! Dá alegria na gente que existe bem no coração do Brasil um ser chamado Cora Coralina”.

No ano seguinte, Drummond teceu em crônica no “Jornal do Brasil” o mais belo perfil da poetisa. “Cora Coralina, para mim a pessoa mais importante de Goiás. Mais do que o governador, as excelências parlamentares, os homens ricos e influentes do estado”. Em 1983, Cora dedicou-lhe uma longa carta, homenageando os 80 anos do poeta, imbuída da mesma sensibilidade: “A imprensa toda, mais rádio e TV deram pausa à política e cuidaram bem do poeta. Coisa mais linda nestes tempos de debates agressivos (era o ano do retorno às eleições para governador). Parece que somos dois de vida longa e fértil em letras”.

Eles receberam muitos títulos e elogios ao longo de suas carreiras. O menino Carlos, como Cora o chamava, brilhou o tempo todo. A menina Ana, lembrava ela, conseguiu já com os cabelos brancos.

Além dessas conversas pelo papel, Cora Coralina tinha especial predileção pela sobrinha mais velha, Ondina Albernaz, hoje com 80 anos e que, no domingo passado, elegantemente, contava para um grupo de crianças entusiasmadas as estórias inventadas pela tia.

No embalo da cerimônia do centenário, onde se acotovelavam autoridades, amigos e parentes, tanto as lembranças como a descendência de Cora pareciam trazê-la de volta. “Cora Coragem, Cora Poesia” é o livro que sua filha mais nova, Vicência Brêtas Tahan, lançou este mês. No quintal da casa velha da ponte, entre a multidão, ela se remexia como a mãe. Falando alto, puxando conversas aqui e ali, retratando, como no seu livro, o que teria sido da “vida mera das obscuras” – autodenominação de Cora – se a mãe tivesse tido uma mãe como a sua.

“VEIAS TOCADAS DO TEMPO” na Amazon

veias-capa-x

 

Meu primeiro romance acabou de ser publicado pela Amazon.

A busca de si mesmo, de grandes amores e de uma Terra sem fronteiras. É uma história que envolve a morte brutal de um filho, um hospital que exalta a vida com conhecimentos milenares e a organização internacional Free Borders derrubando muros entre países. Tira o fôlego, diverte, faz pensar, vai em busca de um futuro que já está acontecendo.

Muita gratidão a quem ler essas palavras e tiver a curiosidade de ler o livro. Será muito bem-vindo! Trocar experiências através das letras é maravilhoso!

Quem gostar e puder divulgar nas redes sociais agradeço ainda mais!

Este é o link para adquirir o livro. Fique à vontade:

https://www.amazon.com.br/dp/B01N68PK7E/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1480103101

 

 

POEMA DE CURA

2015-03-25 16.46.23

Tenho ficado no hospital pelo menos 12 horas por dia. Lá tenho descoberto que, tanto a água como a luz, têm que ser ministradas com a doçura do tempo para levar alegria aos pacientes.

47 dias depois desse aprendizado, reencadeio essas palavras que foram inspiradas por CTIs:

“Desejo a você que todos os passarinhos de belo canto produzam uma orquestra plácida e melodiosa à sua volta.
Desejo a você que todas as folhas verdes e tenras balancem ao ritmo dessa maravilhosa música encantando seus ouvidos.
Desejo a você que o belíssimo jardim que se forma onde você está exalte cores e perfumes muito agradáveis à vista e ao olfato.
Desejo a você que o teto se abra e o céu apareça luminoso com as nuvens desenhando bichos engraçados.
Desejo a você que os sorrisos se multipliquem bem próximos. Sorrisos de açúcar, de acalanto, de devaneios.
Desejo a você energias vivificadoras dos corações que a amam chegando como um arco-íris de tranquilidade.
Desejo a você o dia, o brilho das estrelas, o resplandecer do Sol, os raios da Lua.
Desejo a você tudo o que você desejar, mesmo que você não esteja pensando nesse desejo agora.
Apenas deseje. E virá nas asas de um rouxinol.”

PODEROSA TERAPIA COM LINDAS PALAVRAS DE ‘TODA A GENTE’

Essa expressão lusitana é perfeita para definir “Rosa do Mundo – 2001 Poemas Para o Futuro”. O livro de 2 mil páginas traz 2001 poemas de autores de todo o planeta, desde os que viveram em civilizações remotas até os nascidos em 1945. E por quê conversar sobre ele 14 anos depois de seu lançamento? Porque é como se fosse inédito. É monumental, mas é pouquíssimo conhecido.

No primeiro post deste Blog falei sobre o ‘herói dos editores’, Manuel Hermínio Monteiro. Ele comandava a lisboeta Editora Assírio & Alvim e ganhava dinheiro publicando o que há de melhor na Literatura. Hermínio, como o chamávamos, conseguiu a façanha de publicar o maior compêndio mundial de poesia uns meses antes de virar uma estrela. Deixou-nos uma herança fantástica.

“Rosa do Mundo” é a poesia contando a história do mundo. Vocês conhecem o Mito da Criação do milenar grupo pastoral Fulani que habita o oeste da África? Nos tempos em que esse poema foi feito nem existiam fronteiras naquele continente. É o primeiro do livro: “No princípio existia uma enorme gota de leite./ Então chegou Doondari e criou a pedra./ A pedra criou o ferro;/E o ferro criou o fogo;/E o fogo criou a água;/E a água criou o ar./…”

“Rosa do Mundo” é uma corrente de poemas que, magicamente encadeados, traz alívio às angústias, às tristezas… De alguma forma, explica como e porque viemos parar aqui no meio da imensidão do Universo.

NebulosaFoto

“Há muitos e muitos milhares de anos, a poesia aproximou-se do homem e tão próximos ficaram, que ela se instalou no seu coração.” (Manuel Hermínio Monteiro)

GRANDE VERÍSSIMO

2015-03-25 16.35.08

Li “O Tempo e o Vento” aos 12 anos. Tive a grande sorte de apreciar autores brasileiros desde o início.
Se Monteiro Lobato me ensinara a não largar mais os livros, Érico Veríssimo foi um choque. Como alguém podia falar de vida real como se fosse ficção com tanto talento? Fiquei completamente apaixonada por aquele senhor careca. E perplexa.
Imaginava Érico como o capitão Rodrigo Cambará e só vi uma fotografia sua depois que li avidamente os três volumes. Aquela imagem circunspecta não combinava com o humor tão sutil quanto poderoso que ele trançava numa trama tão densa. Ainda hoje me pego imaginando Érico como um cavalheiro destemido, com a sensibilidade criativa tão apurada que derrama personagens incríveis como o Eugênio do belíssimo “Olhai os Lírios do Campo”.
Imagino ainda Érico como realmente é.

ESCRITORES DE CABECEIRA

livros de cabeceira

“…nossa estrela, evidentemente, é só uma numa enorme multidão”. Carl Sagan

Entrevistei algumas vezes o escritor José Saramago, Nobel de Literatura. Foram conversas maravilhosas. Conheci e/ou entrevistei outros escritores. Todos grandes. Como José Riço Direitinho, autor do belo “Breviário das Más Inclinações”, ou o espanhol Enrique Vila-Matas.
Li meu primeiro livro aos 5 anos. Aos 7, já engolira toda a coleção de Monteiro Lobato. Foi onde aprendi sobre a democracia ateniense de Péricles. Daí seguiram “Capitão Tormenta”, “Aventuras de Tom Sawyer”, todos os Júlio Verne. Li Faulkner e Hemingway aos 14, Sartre e Simone de Beauvoir aos 16 quando ingressei na primeira faculdade. Marx aos 17, Victor Hugo aos 18, Gabriel García Márquez aos 19 e aí tudo ficou muito diferente. “Os Miseráveis” e “Cem Anos de Solidão” são tão incríveis que continuam sendo as minhas histórias preferidas. Como se a realidade fosse tão irreal que só dá para ser descrita pela ficção.
Agora, ando lendo Einstein, Jung e Carl Sagan e tenho compreendido isso ainda melhor.

Se você quer falar sobre um Bom Livro escreva aqui. Se você quer uma conversa veloz vá ao Twitter; se você quer uma conversa mais longa vá ao Facebook.