VOZES PELO PLANETA!

https://www.youtube.com/watch?v=fwJdsXNix20

 

As primeiras vozes públicas se levantam. Muito pouco ainda.

O que está acontecendo no mundo é seríssimo. Ter na presidência do país ainda mais poderoso do planeta um ser tão desrespeitador das noções mais básicas de fraternidade humana é assustador. Principalmente nesse momento em que parece haver um ensaio para entrar numa III Guerra Mundial. Palmas para Meryl. Que milhares de outras vozes se levantem, Que ouçam o eco de Paulo de Tarso: “Por que, neste mundo, os maus exercem geralmente maior influência sobre os bons? “Pela fraqueza dos bons. Os maus são intrigantes e audaciosos; os bons são tímidos. Estes, quando quiserem, assumirão a predominância.”

Que todo homem de bem que tenha alguma voz, algum sucesso, alguma influência na opinião pública se levante!

NA DIMENSÃO ESTRELADA

domingos-montagner-2

A morte do ator Domingos Montagner é mais uma certeza da nossa impermanência.

De que somos finitos no corpo físico.

De que os prótons, elétrons e nêutrons que nos formam se volatizam em algum momento.

De que a morte é a única certeza que todos nós temos.

Mas as pessoas sempre se chocam.

As pessoas se chocam ainda mais quando a morte atinge alguém jovem.

Ou alguém no ápice do sucesso.

Lembro-me do dia 1º de maio de 1994. Repórter do jornal O Globo, deveria acompanhar naquele domingo um candidato à Presidência numa visita a Campos. Não existiam celulares. Mal cheguei e a TV anunciava: o piloto Ayrton Senna tinha acabado de bater no muro da pista de Imola, na Itália. E o Brasil parou. Consternado. Nós, jornalistas, regressamos às redações. Acho que foi o fechamento de uma edição de jornal mais emocionante que já fiz. Todos derramaram lágrimas, mesmo as mais discretas, internas. Todos, mesmo os jornalistas muito experientes e cansados de guerra.

Sim, ficamos chocados quando a morte pega alguém que deu bom exemplo, que nos proporcionou alegrias.

É como se cada um de nós ficasse menor, mais pobre emocionalmente, como se a energia daquele Ser fosse nossa.

Acredito nisso. Acredito que ficamos chocados e tristes não só porque alguém se foi. Ficamos chocados e tristes porque uma parte de nós fica incompleta.

Sentimo-nos vulneráveis. Sentimo-nos do jeito que realmente somos: seres que chegam e têm alguma data para partir.

Todos temos data para partir.

Os colegas de Domingos Montagner dizem que ele foi um grande cara, humanizado. Ayrton Senna deu exemplo internacional e deixou uma herança inestimável de ajuda aos que têm talento e poucos recursos.

São esses os caras que fazem mais falta. E talvez isso explique um pouco porque retornam mais rapidamente.

Não dá para mensurar a dor das famílias.

Só dá para dizer: eles fizeram diferença.

E, por isso, sentimos muito.

E, por isso, imaginamos que, depois dessas experiências, seus corpos energéticos ficaram muito mais fortes e vivem na dimensão estrelada.

Monica T Maia

O LINDO MENINO DE 5 ANOS DA GUERRA DA SÍRIA: QUEM É REFUGIADO EM SUA PRÓPRIA CASA?

Monica T Maia

A imagem do menino de apenas 5 anos coberto de sangue que corre o mundo faz-nos chorar. Muito. A guerra na Síria, a guerra em qualquer lugar, por qualquer motivo, deveria ser ficção longínqua num planeta civilizado.

Só consigo chorar. Com uma tristeza profunda pela desumanidade. Nenhum motivo existe para a matança de povos inteiros. E já morreram 250 mil pessoas nesse confronto, dezenas de milhares de crianças. São, hoje, 11 milhões de desabrigados!

A mãozinha cheia de sangue que, em completo silêncio e com a perplexidade sentida no olhar, o menino passa no rostinho ainda mais sujo de sangue, deixa-nos completamente sem palavras.

https://www.youtube.com/watch?v=IU0ZzABoft4

Apenas publico mais uma vez o que já escrevi em outubro passado. É só comparar os números da inércia internacional diante da barbárie:

“É o assunto do momento. São pixels e mais pixels de pessoas desesperadas procurando um lugar para viver. A “crise dos refugiados” me leva a um mundo primitivo, onde não há Amor real. Onde os sentimentos que realmente trazem felicidade simplesmente não existem – liberdade, igualdade, fraternidade.

É muito grave essa crise. Expõe a céu aberto o pior da humanidade.

E, quem sabe, o seu melhor: parece haver um esforço do governo da Grécia de abrigar pessoas de maneira honrada. Na reunião entre líderes de países europeus, no último fim de semana, os gregos disseram que não farão ‘campos de concentração’ para os imigrantes. A pequena Grécia, que está vivendo uma forte crise econômica, mas que foi o solo de Sócrates, Platão, Pitágoras e Péricles. Algo dessa herança, de alguma maneira, está reverberando nesse momento.

Desde janeiro, bem mais de 350 mil seres humanos fugiram da carnificina no Oriente Médio. Demorou a cair a ficha de governantes da Europa. Está demorando a cair a ficha de todos nós: cercamos nossas casas de grades na ilusão de que ficaremos ‘a salvo’. Tentamos blindar nossos corpos, mas nunca conseguimos blindar nossas almas. Enquanto existir uma única pessoa sem pão, sem teto ou sem dignidade no mundo, estaremos em ‘perigo’. Exatamente porque a verdadeira segurança é uma rede energética, com todos interligados, se protegendo e se amparando.

Tenho certeza de que, no meio do caos, há pessoas prestando toda a ajuda possível, independentemente de credo ou nacionalidade. Tenho certeza de que ainda conheceremos belas histórias de abnegação e compaixão, que estão sendo vividas nesses meses. De uma família alemã que adotou três crianças sírias que perderam os pais no Mediterrâneo; ou de um milionário austríaco que, inspirado em Mozart, construiu uma linda edificação para muitos imigrantes e propiciou-lhes chances de emprego. Ou de um grupo que, da América do Sul, enviou diária e anonimamente doses generosas de fótons coloridos para os desabrigados. Esses gestos são constantes nas crises. Só são muito pouco ou nada divulgados.

Só se fala em refugiados… Passados longos 4 anos do início da guerra civil síria, que já gerou a morte de mais de 300 mil pessoas nos dois hemisférios.

Na verdade, demoraram muito a falar em refugiados. E só falaram porque uma multidão procura a Europa pelo mar.

Para onde iríamos se jogassem uma bomba em nossas casas? Para outra galáxia? Não conseguimos ainda nem fazer um foguete espacial tripulado que ultrapasse a Lua…

Refugiados?
Quem é refugiado em sua própria casa?
A Terra é a casa de todos nós.”

MARIANA OU PARIS? A DOR É A MESMA…

Teoria das Cordas

Morte é morte. De qualquer jeito, dói.

Em Mariana, Minas Gerais, Brasil, América do Sul, ou em Paris, França, Europa, a morte e a dor são as mesmas.

Dói do mesmo jeito porque foram mortes provocadas.
Em Paris, provocadas por atos terroristas meticulosamente planejados. Em Mariana, por omissão de autoridades e empresas. Nas duas cidades, por absoluto descaso por vidas humanas.

Todas as mortes ocorreram num mesmo solo, o do planeta Terra.

E, de acordo com a Teoria das Cordas – o debate mais avançado da Física -, toda a matéria é composta de infinitesimais e milhões e bilhões e trilhões (etc.) de cordas energéticas, interligadas umas às outras. Ou seja, cada um de nós, formado por prótons, elétrons e neutrons, é um feixe amplo de cordas que se liga às cordas da mãe, do pai, do amigo, do vizinho, ao desconhecido… Cordas ligam os seres humanos de Mariana aos de Paris, e vice-versa.
Quando uma só corda vibra diferente, repercute por toda a rede, por todo o planeta.

Então, a dor é uma só numa Terra que é de todos.

O trabalho agora é reequilibrar a rede energética inteira para que não ocorram reações que, também, reverberarão em todos nós.

O trabalho agora é o de acalmar os corações, fazendo de qualquer dor a dor de todos nós.

DE JOELHOS, POR PARIS

Paris sangra. Paris chora. O mundo inteiro chora junto. No momento de uma dor desse tamanho, o medo aflora em todos os corações e, inevitavelmente, há comentários de revolta, de indignação, de raiva, de mágoa, há muita vontade de vingança. Mas, ao mesmo tempo, há milhões de comentários de solidariedade por essas pessoas que perderam a vida ou que, mesmo salvas fisicamente, vagam pelas ruas da capital francesa atordoadas, tentando entender o que aconteceu.

No momento em que o planeta foi rachado ao meio, faz muito tempo, as hostilidades se instalaram. E foram, com o avançar dos milênios, se tornando mais agudas. Para a manutenção do lucro e do poder nas mãos de alguns poucos, os povos foram incentivados a se odiarem. Ignorantes sobre a vida real, homens se tornaram máquinas de matar desconhecidos.

Quem é culpado? É sempre a primeira pergunta que fazem. Como se descobrir o autor direto modificasse algo de um destino que já se cumpriu. Não há como ressuscitar os mortos. Que a Justiça se cumpra, mas qualquer vingança só fará crescer ainda mais os ódios e os prováveis futuros atentados.

Paris foi num 13 de novembro. Nova York foi num 11 de setembro. Quatorze anos se passaram. Culpados individuais foram caçados e considerados punidos de uma maneira que, acreditavam, poria fim a esse tipo de tragédia. Caçaram meia dúzia de culpados, mas não depuseram as armas. Ocidente e Oriente continuaram se digladiando e se assassinando diariamente. As guerras por lucro – de petróleo, de armas, de poder puro e simples – continuaram como se as Torres Gêmeas e os seus mais de 3 mil cadáveres fossem ficção.

Paris sangra e sangramos juntos. Juntos, e sentindo uma tristeza infinda pela falta de tentativas verdadeiras de pôr um fim às fronteiras que separam as pessoas que habitam esse único planeta. Sentindo, no fundo da alma, a energia de milhões de seres que, anônimos nessa Terra de Deus, tentam enviar consolo e abraços com a força de suas mentes amorosas.

Paris chora e choramos juntos. Com uma vontade imensa de pôr no colo aquelas pessoas com olhares estáticos e desconsolados que vemos em dezenas de fotografias dos atentados. Sentimos desejo de estar lá, acolhendo-os. Sentimos desejo de que todo o desespero seja drenado e, com o virar das páginas da História, traga a compreensão.

A compreensão de que somos todos seres humanos. Feitos do mesmo sal e sentindo os mesmos medos. No Ocidente e no Oriente.

De joelhos, nesse momento, oramos por Paris e por todos nós!

PARIS

WHO IS A REFUGEE IN THEIR OWN HOME?

Where would we go if someone threw a bomb into our homes? To another galaxy?
We can’t even make a manned space rocket that goes further than the moon…

Refugees?

Who is a refugee in their own home?

The Earth is everybody’s home.

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By Gunduz Aghayev

REFUGIADOS EM SUA PRÓPRIA CASA?

É o assunto do momento. São pixels e mais pixels de pessoas desesperadas procurando um lugar para viver. A “crise dos refugiados” me leva a um mundo primitivo, onde não há Amor real. Onde os sentimentos que realmente trazem felicidade simplesmente não existem – liberdade, igualdade, fraternidade.

É muito grave essa crise. Expõe a céu aberto o pior da humanidade.

E, quem sabe, o seu melhor: parece haver um esforço do governo da Grécia de abrigar pessoas de maneira honrada. Na reunião entre líderes de países europeus, no último fim de semana, os gregos disseram que não farão ‘campos de concentração’ para os imigrantes. A pequena Grécia, que está vivendo uma forte crise econômica, mas que foi o solo de Sócrates, Platão, Pitágoras e Péricles. Algo dessa herança, de alguma maneira, está reverberando nesse momento.

Desde janeiro, bem mais de 350 mil seres humanos fugiram da carnificina no Oriente Médio. Demorou a cair a ficha de governantes da Europa. Está demorando a cair a ficha de todos nós: cercamos nossas casas de grades na ilusão de que ficaremos ‘a salvo’. Tentamos blindar nossos corpos, mas nunca conseguimos blindar nossas almas. Enquanto existir uma única pessoa sem pão, sem teto ou sem dignidade no mundo, estaremos em ‘perigo’. Exatamente porque a verdadeira segurança é uma rede energética, com todos interligados, se protegendo e se amparando.

Tenho certeza de que, no meio do caos, há pessoas prestando toda a ajuda possível, independentemente de credo ou nacionalidade. Tenho certeza de que ainda conheceremos belas histórias de abnegação e compaixão, que estão sendo vividas nesses meses. De uma família alemã que adotou três crianças sírias que perderam os pais no Mediterrâneo; ou de um milionário austríaco que, inspirado em Mozart, construiu uma linda edificação para muitos imigrantes e propiciou-lhes chances de emprego. Ou de um grupo que, da América do Sul, enviou diária e anonimamente doses generosas de fótons coloridos para os desabrigados. Esses gestos são constantes nas crises. Só são muito pouco ou nada divulgados.

Só se fala em refugiados… Passados longos 4 anos do início da guerra civil síria, que já gerou a morte de mais de 300 mil pessoas nos dois hemisférios.

Na verdade, demoraram muito a falar em refugiados. E só falaram porque uma multidão procura a Europa pelo mar.

Para onde iríamos se jogassem uma bomba em nossas casas? Para outra galáxia? Não conseguimos ainda nem fazer um foguete espacial tripulado que ultrapasse a Lua…

Refugiados?
Quem é refugiado em sua própria casa?
A Terra é a casa de todos nós.

arte_com_refugiado_da_S_ria06

Do artista Gunduz Aghayev, do Azerbajão, diante da notícia da criança de apenas 3 anos que se foi nas águas do Mediterrâneo e se tornou o símbolo da crise. Aghayev faz ilustrações incríveis desfazendo as fronteiras que não deveriam existir entre o Ocidente e o Oriente.