TERAPIA DAS NOSSAS DIFERENÇAS

Monica T Maia

 

Estamos em terapia. Sempre.

Somos seres incompletos de nós mesmos. Ainda vivemos em um mundo de competições, conflitos, confrontos.

Ainda temos dificuldades gigantescas de ligar-nos uns aos outros, mesmo estando aprendendo que somos – e sempre seremos – diferentes uns dos outros.

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MERGULHE! TODO O MAR

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O mar da minha casa está verde-esmeralda claro.
Lindo, limpo. Como se acabasse de ter sido criado.
Transparente.
Diante dessa grandeza imensa, mergulhei muitas vezes, respirando lentamente.

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E voltei a mergulhar.
Afundando nas ondas e emergindo,
Com o sol batendo no rosto e nas costas.

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O mar da minha casa está verde-esmeralda claro.
Da casa onde moro.
Da casa que mora em mim.

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Esse mar recebeu-me de braços abertos bem antes que pusesse os pés na areia.
E fez-me flutuar como se tivesse virado vento leve.
Esse mar…
Que salga e pigmenta a pele,
Trazendo o pássaro da alegria.

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Esse mar é todo o mar.
Enjoy!

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NO VÔLEI ESTAMOS NO PRIMEIRO MUNDO

Mesmo na disputa entre camisas de cores diferentes, Esporte costuma ser um assunto leve, descontraído, relaxante. Quando o cidadão comemora o gol é como se despejasse no ar todo o stress da semana. Precisamos muito de válvulas de escape. Quem se soca num estádio de futebol deveria ir para um ringue de boxe para não machucar ninguém.
Além de oxigenar as veias, o que me encanta no esporte é o esforço para atuar em equipe. Por isso, o voleibol. A estratégia do jogo e a vontade de se superar no mesmo ritmo dos parceiros. Vence realmente quem é mais competente. Não há acaso ou sorte. Quando a bola bate na borda superior da rede, estremecendo-a, e cai no campo adversário sem defesa é pura Física.

Tudo é fruto de um longo e criterioso trabalho. Nada cai do céu.

Volei meninas

Sou da geração de Bernardinho e acompanhei toda a evolução do vôlei nacional. Nessa área, o Brasil conquista títulos por sua excelência. O vôlei brasileiro está no Primeiro Mundo. Há planejamento, sensatez e uma intensa carga de dedicação. Como na boa Literatura. Muito suor, disciplina, até noites em claro para fazer um produto de qualidade. Muito amor.
“O amor ao vôlei”, como disse Bernardinho quando a levantadora Fofão, medalha olímpica, considerada uma das melhores do mundo, jogou sua última partida oficial no Brasil, aos 45 anos.
Bernardinho já fez a equipe masculina treinar em estacionamento de aeroporto numa escala longa. De acordo com a CBV, o voleibol brasileiro disputou 41 competições e conquistou 15 medalhas de ouro, 14 de prata e 15 de bronze. Parece que nenhum país conseguiu algo parecido num esporte tanto no feminino como no masculino.
Agora acontece a Liga Mundial Masculina e o Brasil busca o 10º título de campeão; e também o Grand Prix Feminino e a nossa seleção disputa o 11º título!
Os dois times também têm muitas chances de medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos, este mês, em Toronto.

Faz muito bem para a saúde vencer exercitando o que há de melhor em nós. E para os outros.

SAÚDE FEITA COM O CORAÇÃO

Até o último dia 25, mamãe ficou 20 dias internada no CTI do Hospital Espanhol. Agora ela está no quarto.
Queremos agradecer publicamente pelas regras humanizadas que a acolheram.
Queremos agradecer, fundamentalmente, à equipe que cuidou dela durante esse período (por ordem alfabética):

Doutores(as) Cláudio, Daniel, Filgueiras, Jorge, Kátia, Luana, Renan e Suelen.

Enfermeiros(as) Ana Paula, Elisangela, Gisele, Jackeline, Luciana, Mayckon, Rosiléia e Rosinei.

Técnicos(as) Alexandre, Aline, Auxiliadora, Cláudia, Daise, Ivonete, John, Juliana, Kleber, Letícia, Luciene, Marcelo e Vanessa.

Assistentes Sociais Amanda, Jeane, Juliana e Maiene.

Fisioterapeutas Aline, Débora, Gisele, Heloísa, Lívia, Samanta e Selma.

Fonoaudiólogas Lívia, Maria Fernanda, Natália e Roberta.

Muito obrigada por cada fragmento de tempo, de dedicação, de consideração, de aplicação de técnicas e de conhecimento, de fraternidade, de carinho e, principalmente, de Amor.

Também deixamos a nossa gratidão ao pessoal da Emergência que recebeu-a no hospital: Dr. William, enfermeiros Márcio e Milena, e técnico Tiago.

Que raios luminosos do Universo cheguem a todos vocês!

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(Se esquecemos alguém, por favor acrescentar.)

A DISCIPLINA DA FELICIDADE

Redescobri-me nos estudos sobre terapia alquímica. Redescobri que, sim, disciplina é muito importante. Mas a Disciplina da Felicidade!
O meu corpo sabe exatamente o que é melhor para ele. Então, tenho que conversar com ele. Cada vez que sinto algum desconforto ou alguma dor paro imediatamente. É o corpo dando o alerta: “Tá forçando demais!” ou “Cansei!”
Minha relação com os exercícios físicos se modificou completamente. Ex-atleta, já cheguei a frequentar academia por mais de duas horas por dia. Jornalista workaholic, já fiquei anos sem dar uma simples caminhada. Foi uma vida toda de conflitos para manter a forma.
Tenho 1,61 e peso hoje 54 quilos. Já pesei 45. Assim como já pesei 61 quando parei de fumar.
Quem deu o start foi Bruno, meu filho, quando engordei: “Sabe mãe, antes você parecia um cadáver!” Umas ruguinhas tinham sido ‘preenchidas’ e ele viu que eu era bonita… Demos boas risadas nesse dia e senti um alívio tremendo.
Vou à academia hoje umas três vezes por semana. Mas sem neurose. Quando não estou nada a fim dou uma caminhada ou não vou mesmo para lugar algum. Sem arrependimentos porque tento manter um equilíbrio. Quando a preguiça dura mais de dois dias me olho no espelho e digo: “Olha a disciplina da felicidade!”. Como gosto de ficar bem – isso me faz feliz! – espano o diabinho do “deixa pra amanhã” e vou… A lei da gravidade é inexorável. E os florais alquímicos que tomo desde setembro de 2013 têm sido fundamentais para aprender a manter esse equilíbrio do corpo e da mente.
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O que há no mar e na terra há no corpo e no espírito.