UM FILME SOBRE A VIDA

Tenho Lua em Virgem, o que me faz querer ter tudo organizadíssimo. Tenho feito um esforço tremendo para relaxar e ser mais leve e mais feliz: em vez de arrumar os livros na estante milimetricamente, me atirar no sofá e ver um bom filme. Hum, foi uma ótima escolha. “O Físico” deu-me vontade de ver muito mais filmes.
Depois de muitos anos de stress total, nessa ‘nova vida’ venho recuperando bons momentos que não enxerguei. “O Físico” é de 2013, mas acredito que teve pouca propaganda. Sua importância é vital. Mostra como os conhecimentos que mudariam o mundo de milhões de pessoas podem ser velados ou, simplesmente, destruídos, sem qualquer critério sensato.
Ainda no século XI, um candidato a médico inglês atravessa o planeta para estudar com um sábio oriental que já curava doenças que o resto da Terra não sabia nem o nome, muito menos a cura. Esse inglês quase morre nas mãos de fanáticos religiosos apenas porque abriu um cadáver para estudar o corpo humano completamente desconhecido por dentro na época. Ele e o sábio encontram caminhos de cura para o (hoje simplório) apendicite e até para a peste negra.
O mais incrível exemplo do filme é essa união entre Ocidente e Oriente. Se isso tivesse vigorado, hoje teríamos muito mais ‘descobertas’ e muito mais ‘curas’. Para dar exemplos bem simples: atualmente, quantas coisas um acunpunturista resolve que toneladas de remédios (com efeitos colaterais) apenas não resolvem? Por quê as faculdades de Medicina orientais estudam os chakras, nossos órgãos energéticos, e as faculdades ocidentais deixaram de fazê-lo?
O diretor alemão Philipp Stolzl fez um filme fundamental para o nosso futuro. Deveria chamar-se “O Médico”, como na versão original. Deveria chamar-se “A Vida”. O sábio e o inglês exercem a profissão com amor, de olho no movimento das constelações. Baseado no romance de Noah Gordon, “O Físico, A Epopéia de um Médico Medieval”, é um presente para a humanidade.

O Físico Boas Conversas

“Querem que vos ensine o modo de chegar à ciência verdadeira? Aquilo que se sabe, saber que se sabe; aquilo que não se sabe, saber que não se sabe; na verdade é este o saber.
(Confúcio)

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