“INTERSTELLAR”: QUAL É O NOSSO LUGAR ENTRE AS ESTRELAS?

Bom entretenimento que expande os horizontes. Literalmente. “Interstellar” é o filme mais sensacional dos últimos tempos exatamente porque não tem limites comuns. Baseado na Física mais moderna, sacode preconceitos e conceitos atávicos que são repetidos como se fossem verdades imutáveis.
2015-05-07 13.04.30
“Antes olhávamos para o céu e perguntávamos qual era o nosso lugar nas estrelas. Agora olhamos para baixo e preocupamo-nos com o nosso lugar na poeira”.
O comentário de Cooper (protagonista interpretado por Mathew McConaughey) no diálogo com o sogro Donald (John Lithgow) trata do Ser e de seus ‘por ques’. Ser piloto de naves espaciais ou ser fazendeiro numa Terra que está sendo carcomida por poeira ácida criada pelo próprio homem. Cooper ‘olha para cima’ como fez William Herschel, astrônomo alemão naturalizado inglês que preferiu descobrir os anéis de Saturno e a radiação infravermelha ainda nos séculos XVIII e XIX, em vez lutar em guerras sangrentas. Ou como fez o grego Erastótenes de Cirene (276 a.C.-195 a.C.) que mostrou que a Terra era redonda quando todos acreditavam piamente que era plana. Ou o astronomo persa Abd al-Rahman al-Sufi que descobriu as primeiras estrelas fora da Via Láctea. Enfim, há dezenas desses sábios incríveis…
Assusta-nos a perspectiva de sermos cósmicos – cidadãos de um Cosmo infinito – e não simplesmente cidadãos de uma cidade entre milhares de um pequeno planeta entre trilhões e septilhões que nem sabemos quanto são ao todo. O filósofo, escritor e educador Mario Sergio Cortella tem palestras maravilhosas sobre isso disponíveis no youtube: somente na nossa galáxia há pelo menos 200 bilhões de sóis como o nosso. Não há matemática humana que consiga contabilizar o Universo.
Além de inspirado em Ciência real – o consultor científico é o físico teórico Kip Thorne – “Interstellar” foi possível porque o diretor Christopher Nolan se despiu de qualquer fronteira que pudesse embaçar a busca pelo futuro. Se enxergar a Lua já é uma ilusão – esse astro está sempre 1 segundo no passado porque está a 300 mil quilômetros de distância – então, o que dizer sobre o que sabemos realmente? Afinal, a ‘Terra redonda’ era a ficção científica dos antigos…
Há muito o que conversar sobre “Interstellar”.

32 comentários sobre ““INTERSTELLAR”: QUAL É O NOSSO LUGAR ENTRE AS ESTRELAS?

  1. Lindo texto, pois o magnífico filme traz muito mais do que apenas um “simples” alerta, para nós, humanos que estamos destruindo o Planeta. Mais acredito que na realidade a mensagem final é que devemos sempre lembrar que o “amor é a única coisa transcende tempo e espaço”… e claro, só com amor podemos salvar o Planeta Terra.

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  2. O filme é magnífico, nos faz pensar em várias coisas e realidades e possibilidades.
    Quem sabe um dia poderemos entender mais como funciona nosso universo.

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    • A cada década temos avançado bem para compreender melhor. Acho que temos que fazer uma força tremenda para que as ideias (pré)concebidas não nos atrapalhem. Afinal, a divulgação dos novos conhecimentos ainda é muito tímida para – digamos assim – a nossa avidez de conhecer e crescer…

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  3. Olá Monica, obrigado por seguir meu blog, to no começo ainda. Sobre sua postagem, assisti o filme duas vezes, e pretendo ver mais vezes. Cada vez que assisto fico ansioso com nosso futuro, será que algum dia poderemos dominar as estrelas, ser capazes de transformar o que é ficção hoje em um futuro real. Sabemos que muito do que era ficção no passado se tornou algo real hoje. É nessa teoria que me agarro e fico pensando… quando será?

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    • Olá Eder! Muito bem-vindo! Dar asas à imaginação, como você está fazendo, é o que nos leva mais rapidamente a um futuro inimaginável. Sem qualquer tipo de fronteiras e/ou preconceito na busca do conhecimento, acho que chegaremos muito mais rapidamente às estrelas. Sabe, já assisti Interstellar três vezes e também quero ver mais para enxergar mais. Lembro agora que Einstein foi reprovado na escola e Mozart não foi aceito na Academia de Música de Viena. Todos os grandes, pelo menos os que já li a biografia, foram, sem exceção, incompreendidos em alguma momento de suas trajetórias. Uns foram incompreendidos a vida toda. É muito difícil para muitos passar por mudanças, ver mais adiante. É mais confortável agarrar-nos ao que conhecemos. Bem, vamos continuar tentando… Força! Sucesso!
      Bom abraço!

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